O Ministério da Saúde anunciou que a vacina contra meningite do tipo B não será incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) para bebês com menos de um ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
Atualmente, o SUS já oferece vacinas para outros tipos de meningite bacteriana, como a meningocócica C, ACWY e BCG. Apesar disso, o sorogrupo B é o mais comum no Brasil.
A vacina adsorvida meningocócica B recombinante (4CMenB) não fará parte do calendário público infantil. A decisão, embora negativa, pode ser revista pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) se novas evidências científicas forem apresentadas.
A Conitec considerou fatores econômicos e técnicos, como o alto custo da vacina e seu impacto no orçamento público, além de análises que mostraram uma relação custo-efetividade desfavorável para a inclusão no sistema.
Os pais que desejarem vacinar seus filhos contra a meningite B terão que procurar clínicas particulares, onde o custo por dose varia de R$ 600 a R$ 750. O esquema de vacinação pode totalizar mais de R$ 2 mil.
A meningite B é uma infecção bacteriana grave, com evolução rápida e alta letalidade, que pode levar à morte em poucas horas. Especialistas alertam que a letalidade no Brasil é de 17,7% e que até um terço dos sobreviventes pode ter sequelas permanentes.
Os sinais de alerta incluem febre, irritabilidade intensa e alterações na fontanela em bebês, além de febre alta, dor de cabeça e manchas na pele em crianças maiores. A identificação precoce é crucial para o tratamento.