A Justiça determinou a prisão do jornalista Luan Araújo, que foi condenado em uma ação movida pela ex-deputada Carla Zambelli. A condenação se deu após Araújo publicar, no portal Diário do Centro do Mundo, que Zambelli é
seguida por uma seita de doentes de extrema-direita
e que "faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte".
A ex-deputada já havia sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cinco anos e três meses de prisão por perseguir Araújo com uma arma em mãos na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Zambelli fugiu para a Itália, onde foi presa, mas, em maio, a Corte de Cassação italiana anulou o pedido de extradição e a soltou.
A defesa de Araújo contestou a decisão que converteu a pena, apresentando um habeas corpus e solicitando a anulação da sentença do juiz José Fernando Steinberg. O advogado de Araújo, Renan Bohus, destacou que o caso levanta questões sobre os limites do poder punitivo do Estado e defendeu que nenhum cidadão deve ser preso por questões financeiras.
Araújo, que afirma não ter condições de pagar a multa imposta, iniciou uma vaquinha online para arcar com as custas processuais. Ele declarou:
A Justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta
.
Enquanto isso, Zambelli enfrenta outra condenação pelo STF, que a sentenciou a dez anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).