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Militares britânicos realizam salto para levar remédios a Tristão da Cunha

Após suspeita de hantavírus em Tristão da Cunha, militares britânicos saltaram de paraquedas para entregar medicamentos. A operação foi a primeira desse tipo na região.
Foto: Metropoles

Militares britânicos realizaram um salto de paraquedas no Arquipélago de Tristão da Cunha, o território habitado mais isolado do mundo, para entregar medicamentos e suprimentos após a suspeita de um caso de hantavírus. A operação envolveu seis paraquedistas e dois médicos militares, que partiram em um avião da Força Aérea do Reino Unido.

A aeronave fez uma parada na Ilha de Ascensão antes de seguir para Tristão da Cunha, localizada no Atlântico Sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que um homem apresentou sintomas compatíveis com hantavírus em 28 de abril e encontra-se estável e isolado.

O Ministério da Defesa britânico destacou que esta foi a primeira missão humanitária do país com profissionais e medicamentos lançados de paraquedas. A necessidade de um lançamento aéreo foi justificada pela crítica situação dos estoques de oxigênio na ilha, tornando essa a única alternativa viável para garantir atendimento ao paciente.

Esse incidente ocorre em um contexto de alerta internacional, após relatos de mortes associadas ao hantavírus no cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, informou que exames confirmaram a contaminação por hantavírus de um passageiro do cruzeiro pela cepa 'Andes', a única que se transmite entre humanos.

No Brasil, foram registrados oito casos de hantavírus em 2026, conforme levantamento. O Ministério da Saúde confirmou sete casos, enquanto um oitavo foi atestado pela Secretaria de Saúde do Paraná. Apesar dos casos, o governo federal afirmou que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo.

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