A repatriação dos passageiros do cruzeiro MV Hondius, que enfrentou um surto de hantavírus, teve início neste domingo e está programada para ser concluída até a próxima segunda-feira. A embarcação, que registrou a morte de três pessoas, começou a desembarcar seus ocupantes no porto de Granadilla, em Tenerife, por volta das 5h40, horário de Brasília.
Logo após o desembarque, os primeiros voos com destino aos países de origem partiram. Até a última atualização do Ministério da Saúde da Espanha, 76 passageiros já haviam retornado para suas nações. Os voos estão sendo realizados para diversos destinos, incluindo 14 para a Espanha, 5 para a França, 4 para o Canadá, 26 para os Países Baixos, 22 para o Reino Unido, 2 para a Irlanda e 3 para a Turquia.
Mais voos estão programados para os Estados Unidos, Austrália e Países Baixos até a conclusão da operação. Após a chegada, os passageiros passarão por quarentena e outros procedimentos de segurança.
A operação de repatriação contou com a supervisão da Guarda Civil espanhola durante a atracação da embarcação, que transportava cerca de 150 pessoas. Todos os ocupantes, incluindo a tripulação, foram submetidos a exames médicos ainda a bordo do navio. A ação envolveu mais de 360 agentes, além de especialistas como biólogos, químicos e radiologistas.
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve em Tenerife para acompanhar a chegada dos passageiros. A ancoragem do navio ocorreu após uma controvérsia com o governo das Ilhas Canárias, que inicialmente se opôs a receber a embarcação. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, descreveu a ancoragem como um
sucesso, apesar de todas as adversidades
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