A Meta, empresa responsável pelo Facebook, WhatsApp e Instagram, desativou os anúncios do perfil do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a apenas dez dias do primeiro turno das eleições. A campanha de Lula recorreu da decisão, argumentando que o bloqueio não tinha justificativa.
Embora a conta de anúncios tenha sido normalizada no mesmo dia, a equipe de Lula aguarda um posicionamento da Meta para esclarecer as razões do incidente. A falta de explicações por parte da empresa intensificou as críticas de aliados de Lula, que afirmam que as empresas americanas favorecem os adversários políticos do PT.
A situação ocorre em um contexto de crescente tensão entre o governo brasileiro e as grandes empresas de tecnologia, especialmente após a vitória de Donald Trump nas eleições de 2024. Em janeiro de 2025, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou o alinhamento da empresa com o novo governo dos EUA, prometendo trabalhar para proteger os interesses das empresas americanas em todo o mundo.
A regulação das big techs no Brasil é uma pauta defendida pelo governo atual, o que tem gerado atritos com as gigantes da tecnologia e críticas por parte do governo Trump, que se opõe a iniciativas que visam regular as plataformas digitais e combater crimes no ambiente online.
Fonte: Polemicaparaiba