A morte de um menino de apenas 2 anos em Boa Vista expôs um cenário alarmante de violência doméstica. Gabriel Alejandro Larez Casado não sobreviveu após ser internado em estado grave no Hospital da Criança Santo Antônio, apresentando múltiplos ferimentos e indícios de abuso sexual.
Inicialmente, o caso foi tratado como um possível acidente doméstico, mas a situação mudou rapidamente. A mãe do menino apresentou diferentes versões sobre como os ferimentos ocorreram, alegando que ele teria caído durante uma brincadeira ou da rede. No entanto, as explicações não se sustentaram diante do quadro clínico encontrado pelos médicos.
Os médicos identificaram hematomas, escoriações, marcas de mordidas e sangramento, além de sinais de violência sexual, o que indicava que a situação era incompatível com um acidente. Com o avanço das investigações, a Delegacia Geral de Homicídios começou a reconstituir as últimas horas da criança.
O padrasto, de 33 anos, alegou que havia trabalhado o dia todo em uma borracharia e que encontrou o menino já ferido ao voltar para casa. Contudo, essa versão foi contestada pelo depoimento do empregador, que afirmou que o homem saiu do trabalho ao meio-dia e retornou apenas à tarde.
Diante das evidências, a polícia concluiu que o padrasto foi o responsável pelas agressões que resultaram na morte da criança. A mãe, de 32 anos, está sendo investigada por omissão, pois não agiu para proteger o filho, apesar de sua obrigação legal.
O padrasto foi preso em flagrante e sua prisão foi convertida em preventiva, sendo que ele já era alvo de outra investigação por tentativa de homicídio. A mãe foi liberada após audiência de custódia, mas deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento.
O corpo de Gabriel foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que detalharão a extensão das agressões.
Fonte: Metropoles