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Intolerância à lactose: surgimento na vida adulta e suas causas

Muita gente associa a intolerância à lactose a uma condição genética presente desde os primeiros anos, mas ela também pode surgir ao longo da vida — mesmo em quem sempre consumiu leite sem problemas. Existe uma forma.....
Foto: Mulher segurando um copo de leite e segurando a barriga- Metrópoles

Muita gente associa a intolerância à lactose a uma condição genética presente desde os primeiros anos, mas ela também pode surgir ao longo da vida — mesmo em quem sempre consumiu leite sem problemas. Existe uma forma de intolerância chamada hipolactasia primária, em que a produção da enzima lactase diminui naturalmente com o passar dos anos.

Isso é geneticamente determinado e bastante comum: grande parte da população vai ter algum grau de redução ao longo da vida

, explica a endocrinologista Ana Luiza de Rezende Lelot, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo. Já a forma adquirida de intolerância costuma aparecer de maneira mais abrupta, com sintomas que antes não existiam. Leia também Claudia Meireles Intolerância à lactose? Veja os queijos que você pode comer sem medo Claudia Meireles Nutri aponta qual ingrediente comum é o “inimigo” nº 1 do fígado Vida & Estilo Leite faz bem? Nutricionista explica benefícios e pontos de atenção Claudia Meireles 10 alimentos que causam picos de glicose para não comer ao acordar Quando o intestino “perde” a capacidade de digerir lactose A intolerância à lactose adquirida geralmente está ligada a algum evento que afetou o intestino. De acordo com a gastroenterologista Karla Audit Sula, do Hospital Santa Paula, também em São Paulo, o paciente costuma perceber claramente a mudança. “Ele lembra que consumia leite normalmente e, a partir de certo momento, passou a ter gases, inchaço abdominal, diarreia ou desconforto”, afirma. Entre os principais gatilhos estão infecções intestinais, uso prolongado de antibióticos, doença celíaca e doenças inflamatórias intestinais. Esses quadros podem danificar a mucosa do intestino delgado, onde a lactase é produzida. Em alguns casos, a intolerância à lactose é temporária e pode regredir com a recuperação do intestino. Em outros, torna-se permanente. Intolerância à lactose ou alergia ao leite? Entenda a diferença Apesar de serem frequentemente confundidas, intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são condições completamente diferentes. A intolerância à lactose é um problema digestivo: o organismo não consegue quebrar o açúcar do leite, o que leva à fermentação no intestino e sintomas como gases e diarreia. Esses sinais costumam aparecer entre 30 minutos e duas horas após o consumo. Já a alergia envolve o sistema imunológico e pode causar manifestações mais amplas, como urticária, problemas respiratórios e até reações graves. “O diagnóstico correto é essencial, porque o tratamento muda completamente”, reforça Karla. Diagnóstico e adaptação: nem sempre é preciso cortar tudo O diagnóstico pode ser confirmado por exames como o teste do hidrogênio no ar expirado, considerado o mais utilizado atualmente por sua precisão e praticidade. Diante dos sintomas, muitas pessoas eliminam completamente a lactose da dieta, mas essa nem sempre é a melhor estratégia. Segundo a gastroenterologista, o organismo não volta a produzir lactase, mas pode se adaptar parcialmente. “A microbiota intestinal pode melhorar a tolerância quando a lactose é consumida em pequenas quantidades e de forma gradual”, explica. Na prática, isso significa que a intolerância à lactose deve ser manejada de forma individualizada. Em vez de exclusão total, a recomendação atual é ajustar o consumo ao limite de tolerância de cada pessoa. Receba notícias de Saúde e Ciência no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp. Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde.

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