Londres viveu um dia de intensos protestos, com a participação de mais de 50 mil pessoas em duas manifestações distintas. De um lado, o movimento 'Unite the Kingdom', liderado pelo ativista ultradireitista Tommy Robinson, e do outro, uma mobilização em apoio aos palestinos afetados pela guerra Árabe-Israelense de 1948.
A polícia de Londres, em resposta à magnitude dos atos, mobilizou cerca de 4 mil agentes, além de drones e veículos blindados, para garantir a segurança e evitar confrontos entre os grupos. Até as 13h (horário local), 11 pessoas foram detidas por diversos delitos, embora as autoridades não tenham especificado em qual manifestação ocorreram as prisões.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, criticou os organizadores da marcha Unite the Kingdom, acusando-os de 'propagarem ódio e divisão'. Durante o ato da ultradireita, muitos manifestantes exibiam bandeiras do Reino Unido e usavam bonés vermelhos com a frase 'Make England Great Again', além de clamarem pela saída de Starmer, que enfrenta um momento crítico em seu governo.
Em contraste, os participantes do ato em apoio à Palestina levantavam cartazes denunciando a extrema-direita e clamavam pela libertação de reféns palestinos, refletindo a polarização e a tensão social em torno das questões políticas atuais.