Na Avenida Paulista, cerca de 50 pessoas se reuniram nesta sexta-feira (01) para uma manifestação em apoio às pautas da direita. O ato, que começou às 11h e está programado para terminar às 17h, foi organizado pelo grupo Patriotas do QG, que já havia reservado o local há dois anos.
Com 4.000 seguidores no Instagram, o grupo teve sua manifestação contestada por centrais sindicais que solicitaram permissão para se reunir no mesmo local. No entanto, a Polícia Militar negou o pedido das centrais devido à reserva anterior feita pelos organizadores de direita.
Às 12h20, uma contagem indicou a presença de 47 pessoas no ato. Os participantes exibiam bandeiras do Brasil e vestiam camisetas em apoio a Jair Bolsonaro, além de levarem cartazes com a frase "Supremo é o povo".
O evento foi dividido em duas partes, com uma pausa para o almoço. Durante a tarde, estava prevista a exibição de uma retrospectiva sobre Bolsonaro em um telão. As pautas do ato incluíam apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e a anistia para os condenados pela tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.
Isso é grave, [condenados pela tentativa de golpe] foram confundidos com terroristas. São presos políticos injustamente — afirmou uma mulher ao microfone, sem se identificar.
Os discursos também tiveram um tom religioso, abordando temas como aborto e a indicação de Jorge Messias, evangélico, para o STF, que foi rejeitado pelo Senado. Um homem vestido de Tio Sam segurava uma bandeira com os dizeres "Viva a América", enquanto outra mulher se vestiu de Justiça, segurando a Constituição.
Durante o ato, uma mulher que passava pelo local gritou "sem anistia" e foi chamada de "vagabunda igual a Janja" pelos manifestantes. Érica Borges, de 19 anos, também foi alvo de críticas ao se aproximar do grupo.
Outra mulher provocou os manifestantes com um gesto e foi agredida, sendo empurrada com força e caindo no chão, conforme testemunhado pela reportagem. A Polícia Militar escoltou a mulher para longe do grupo.