Search

Mãe e bebê morrem à espera de atendimento em hospital de MG

Uma mulher grávida de 30 semanas e seu bebê faleceram no Hospital São Francisco, em Três Marias (MG), enquanto aguardavam atendimento de um obstetra. O médico é investigado por negligência.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Uma mulher grávida de 30 semanas e seu bebê faleceram no Hospital São Francisco, em Três Marias, Minas Gerais, enquanto aguardavam atendimento médico. O obstetra responsável está sendo investigado por suposta negligência.

Bárbara Luana Fernandes Aleixo, de 29 anos, buscou atendimento na noite de segunda-feira, 8 de outubro, apresentando quadro de hipertensão. Ela permaneceu na unidade de saúde por várias horas à espera de um médico obstetra e morreu às 5h45 da terça-feira, 9 de outubro.

De acordo com a Polícia Civil, Bárbara recebeu atendimento inicial e foi medicada para controlar a pressão arterial. No entanto, seu estado de saúde se agravou e ela começou a sentir dores. Apesar de ter solicitado atendimento de um obstetra, o médico estava de sobreaviso e não se encontrava no hospital.

A equipe do hospital informou à polícia que acionou o obstetra Higo Moreira Fonseca sete vezes entre a noite de segunda e a manhã de terça-feira, mas ele teria relutado em comparecer à unidade. A defesa do médico afirmou que a investigação está em fase inicial e pediu cautela na análise dos fatos.

Bárbara desmaiou três vezes antes de falecer. A equipe médica considerou realizar uma cesariana para tentar salvar o bebê, mas o procedimento não foi realizado. Após as mortes, Higo foi preso sob suspeita de homicídio por omissão e negligência, mas foi liberado durante audiência de custódia no dia seguinte.

A Justiça de Minas Gerais permitiu que Higo respondesse em liberdade, mas ele está proibido de atuar na rede pública de saúde durante as investigações. O Hospital São Francisco, que é uma unidade filantrópica, não se manifestou sobre o caso.

A defesa do médico ressaltou que a atividade em regime de sobreaviso é regulamentada e que a situação é mais complexa do que tem sido retratada. O advogado Higor Lauar afirmou que a presunção de inocência deve ser respeitada.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE