Com a negativa definitiva do senador Rodrigo Pacheco em se candidatar ao Governo de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a considerar a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, como uma potencial candidata ao Palácio Tiradentes nas eleições de 2026.
Anteriormente, Lula havia defendido que Marília concorresse a uma vaga no Senado e desencorajava membros do PT que sugeriam sua candidatura ao governo estadual. A própria Marília já havia manifestado sua preferência por uma disputa senatorial.
Entretanto, a recusa de Pacheco e a dificuldade em consolidar outras candidaturas competitivas em Minas levaram Lula a reavaliar a situação. Aliados do presidente não descartam a possibilidade de convencê-la a concorrer ao governo, caso o PT opte por uma candidatura própria.
Pessoas próximas a Marília expressam cautela em relação a essa movimentação, uma vez que ela já estruturou sua pré-candidatura ao Senado e reafirmou que não tem interesse em disputar o governo mineiro.
Lula, por sua vez, demonstra preocupação em definir rapidamente o cenário eleitoral em Minas, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Na última segunda-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com Pacheco, que reiterou sua decisão de não entrar na disputa.
Dentro do PT mineiro, dirigentes acreditam que a insistência de Lula em Pacheco travou as articulações políticas, apesar das repetidas negativas do senador. Integrantes do partido pedem que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, encerre as tentativas de convencimento e avance na construção de uma alternativa própria.
Uma ala do PT defende que, para garantir um palanque forte para Lula em Minas, é preferível investir em um nome petista em vez de apoiar um aliado do PSB. O PSB, por sua vez, também busca outras opções, como o empresário Josué Gomes da Silva e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.
No PT, há também apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. O presidente do PDT, Carlos Lupi, foi contatado para discutir um possível acordo, mas as conversas não avançaram. Kalil, que não deseja abrir seu palanque para presidenciáveis, afirmou que apoiará quem quiser.
Apesar disso, dirigentes petistas acreditam que a polarização nacional pode levar Kalil a apoiar Lula publicamente. No campo da direita, o PL busca formar uma aliança com o senador Cleitinho, do Republicanos, que deve decidir sobre sua candidatura em breve.