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Juiz afirma que suspeitos não tomaram precauções em caso de morte em Limeira

O juiz Paulo Stahlberg Natal converteu em prisão preventiva os suspeitos da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, afirmando que não adotaram cautelas necessárias durante atividade perigosa.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A decisão do juiz Paulo Stahlberg Natal, proferida no último domingo (14), converteu em prisão preventiva os suspeitos envolvidos na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, São Paulo. O magistrado destacou que os investigados

não adotaram cautelas mínimas e indispensáveis à realização de uma atividade intrinsecamente perigosa

.

Maria Eduarda morreu após ser arremessada do alto da Ponte do Esqueleto, uma estrutura abandonada que fazia parte da antiga rede ferroviária. Ela não estava presa a nenhuma corda de segurança e caiu em queda livre, resultando em múltiplas fraturas que levaram ao óbito no local.

Os três suspeitos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42, estão detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba. Eles faziam parte de um grupo que comercializava saltos chamado Entre Cordas e são suspeitos de homicídio doloso.

A defesa dos acusados contesta as acusações, alegando que um dos envolvidos prestou os primeiros socorros e acionou a Polícia Militar e os bombeiros. O advogado Rafael Gomes dos Santos informou que pretende recorrer da decisão para que seus clientes respondam ao processo em liberdade.

O juiz enfatizou que os suspeitos assumiram o risco de causar a morte de Maria Eduarda ao não seguir protocolos de segurança, como a conexão da corda de segurança e a checagem obrigatória antes do salto. Ele também mencionou que a tragédia era previsível, citando um histórico de incidentes na ponte.

A defesa argumenta que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, sem intenção de matar. O advogado afirmou que a situação foi uma tragédia e que os envolvidos não teriam agido de forma irresponsável.

Além disso, o juiz apontou que uma câmera acoplada ao pulso de Maria Eduarda não foi encontrada, e a delegada responsável pelo caso, Andréa Levy, indicou que o equipamento pode ter sido descartado. A defesa, por sua vez, sugere que alguém pode ter pegado a câmera, dada a aglomeração de pessoas no local.

O juiz também considerou arriscado manter os suspeitos em liberdade, dado que a atividade que realizavam era habitual e não regulamentada, com potencial para novos eventos públicos.

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