José Boto, diretor de futebol do Flamengo, levantou questões sobre a liberação do Maracanã para o Vasco, que enfrentará o Boca Juniors na semifinal da Sul-Americana. O comentário foi feito durante o desembarque do Flamengo na Argentina, onde o time se prepara para o jogo contra o Estudiantes pela Libertadores.
Boto destacou sua preocupação com o estado do gramado e a situação de preparar um local que pode ser utilizado por outra equipe para um evento.
É óbvio que nos preocupa o gramado e um pouco o fato de eu preparar uma casa, pagar por ela, e outra pessoa usar para fazer uma festa — afirmou ele à imprensa.
A declaração surge após a Justiça do Rio de Janeiro acatar um pedido do Vasco, permitindo que o clube utilize o Maracanã, apesar da oposição do consórcio Fla-Flu, que administra o estádio. O Ministério Público do Rio de Janeiro se posicionou a favor do Vasco durante o processo.
O presidente do Vasco, Pedrinho, também se manifestou, chamando a situação de "covardia" e criticando o consórcio Fla-Flu. Ele expressou sua preocupação de que, se a disputa continuar, a Conmebol poderia decidir que o jogo da volta ocorra fora do Brasil, possivelmente no Paraguai.
Pedrinho ressaltou que a capacidade de São Januário não atende aos requisitos da Conmebol, que exige um mínimo de 30 mil lugares para semifinais da Sul-Americana. Os ingressos para a partida no Maracanã já estão esgotados, e o jogo está marcado para a próxima terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília).
Fonte: Arenacorreio