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Itália impõe restrições de reabastecimento em aeroportos devido à falta de combustível

A Air BP Italia anunciou restrições de reabastecimento em quatro aeroportos, que devem durar até quinta-feira. Voos de emergência e governamentais estão isentos.
Foto: Noticiasaominuto

A Air BP Italia informou que, devido à escassez de combustível, foram impostas restrições de reabastecimento nos aeroportos de Bolonha, Milão Linate, Treviso e Veneza Marco Polo. Essas limitações devem permanecer em vigor até, pelo menos, quinta-feira.

O aeroporto de Milão Linate realiza voos regulares para Lisboa e Porto, enquanto Bolonha e Veneza Marco Polo têm ligações para a capital portuguesa. Treviso também opera voos para o Porto.

Conforme o boletim da Air BP, que foi citado pela agência de notícias Adnkronos, as restrições não se aplicam a voos de emergência médica ou a voos governamentais com duração superior a três horas.

O grupo Save, que administra os aeroportos de Treviso, Veneza Marco Polo e Verona, minimizou a situação, afirmando que as restrições não são significativas. A empresa destacou que o problema afeta apenas um fornecedor, e que existem outros disponíveis nos aeroportos do grupo que atendem a maioria das companhias aéreas.

O grupo também assegurou que as operações aéreas não estão comprometidas, já que não há restrições a voos intercontinentais ou dentro do Espaço Schengen, e as operações seguem normalmente.

Em um contexto mais amplo, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, concluiu uma visita ao Golfo Pérsico, onde fez um apelo pela liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o mercado de petróleo.

Durante sua visita, Meloni se reuniu com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e discutiu a importância de garantir a liberdade de navegação na região.

Além disso, Meloni se encontrou em Doha com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, oferecendo a capacidade industrial italiana para ajudar na recuperação de infraestruturas energéticas danificadas.

A Líbia é o principal fornecedor de petróleo da Itália, em parte devido à presença da estatal italiana Eni no país desde 1959. Roma também importa petróleo da Arábia Saudita e de outras nações do Oriente Médio e da África.

Recentemente, a situação geopolítica se intensificou após uma ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz e em ataques a diversas infraestruturas na região. Isso provocou um aumento nos preços do petróleo e de outras commodities.

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