Uma mãe de Soledade denunciou que seu filho estava há seis meses sem aulas de Português, e essa questão foi levantada por Efraim Filho durante o debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba. O candidato dirigiu-se a Lucas Ribeiro, afirmando:
Primeiro de tudo, governador Ribeiro, eu ofereço professor nas salas de aula. Você deve ter visto, e não vi você responder, sobre aquela mãe de Soledade que dizia que há seis meses o filho dela estava esperando por uma aula de Português desde o início do ano e não chegou.
Efraim enfatizou que a falta prolongada de aulas em uma disciplina essencial é um problema que não pode ser ignorado.
Isso compromete o futuro dos nossos jovens — declarou.
Em sua resposta, Lucas Ribeiro não abordou a denúncia diretamente, desviando-se do tema e falando sobre outros assuntos. Efraim, por sua vez, ampliou suas críticas, afirmando que a discussão sobre educação deve focar nos problemas enfrentados pelos estudantes nas escolas. Ele destacou a importância de garantir aprendizagem na idade certa, combater a evasão escolar e alinhar a formação dos jovens com as oportunidades do mercado de trabalho.
Esse jovem que abandona a escola não encontra atrativos porque não tem um diálogo entre a educação e o mercado de trabalho — afirmou Efraim.
O candidato também criticou a estrutura das escolas técnicas profissionalizantes, defendendo uma maior integração com as vocações econômicas de cada região da Paraíba. Além disso, Efraim mencionou o analfabetismo entre adultos, ressaltando que o Estado ainda apresenta índices preocupantes e precisa implementar políticas para atender aqueles que não tiveram acesso à alfabetização adequada.
Seu governo entrega a terceira pior taxa de analfabetismo do Brasil. Do Brasil. E você comemora números. Você era para estar preocupado — disparou.
Ao final, Efraim reiterou que a educação deve ser analisada além dos indicadores e programas apresentados pelo governo.
A educação, senhor governador, precisa não só de slogans. Um programa para o exterior é muito bem-vindo e eu vou continuar, mas é preciso cuidar de quem está aqui — concluiu.
Fonte: Simoneduarte