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Irã isenta Iraque de restrições no Estreito de Ormuz

O Irã anunciou a isenção do Iraque das restrições no Estreito de Ormuz, em meio a pressões dos EUA. A decisão ocorre após ameaças do presidente Trump ao país persa.
Foto: Estreito de Ormuz

Em uma medida que pode impactar os mercados globais de petróleo e gás, o Irã decidiu isentar o Iraque das restrições que afetam o Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada por autoridades iranianas, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter emitido um ultimato de 48 horas a Teerã, ameaçando severas consequências caso a hidrovia não seja reaberta.

O porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaghari, afirmou em pronunciamento na televisão estatal que

o país-irmão, o Iraque, está isento de quaisquer restrições

, enfatizando que as limitações se aplicam apenas a "países inimigos". Além disso, o governo iraniano autorizou a passagem de navios com cargas humanitárias e ração animal.

Essa decisão é considerada um dos alívios mais significativos desde o início da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou no final de fevereiro e resultou em mais de mil mortes.

Trump, por sua vez, endureceu seu discurso, afirmando que "o tempo está se esgotando" e reiterando o prazo para a reabertura do estreito. Ele também sugeriu que os EUA poderiam assumir o controle da rota marítima e explorar o petróleo da região, embora não tenha detalhado como isso seria feito.

Parlamentares em Washington apoiaram a postura de Trump, indicando que uma ação militar em larga escala poderia ser considerada caso as negociações não avancem. Entretanto, países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mostraram resistência em enviar forças navais para a área, citando divergências estratégicas e a falta de coordenação prévia com os Estados Unidos.

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