O Irã anunciou que não fechará o Estreito de Ormuz para navios japoneses, mas impôs restrições a embarcações de países que atacam a República Islâmica. Em entrevista à agência japonesa, Araqchi destacou que o país está disposto a garantir a passagem segura, especialmente para o Japão, que depende fortemente do petróleo do Oriente Médio.
Araqchi também mencionou que as discussões sobre a navegação de embarcações japonesas foram abordadas em conversas com o ministro japonês Toshimitsu Motegi. Embora as negociações estejam em andamento, ele não pôde divulgar detalhes específicos.
A entrevista ocorreu no último dia da visita da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump. O encontro foi marcado por preocupações sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, em meio a tensões entre Washington, Tel Aviv e Teerã.
Trump havia solicitado a aliados da OTAN e a países asiáticos, incluindo Japão, Coreia do Sul e China, que enviassem navios militares para garantir a segurança da navegação na região, que é controlada pelo Irã.
Para conter a alta dos preços do petróleo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou a compra e venda temporária de petróleo iraniano retido no mar, o que pode adicionar cerca de 140 milhões de barris ao mercado global. Além disso, o governo japonês começou a liberar reservas estratégicas, uma medida inédita desde o início da invasão russa da Ucrânia em 2022.