O principal negociador do Irã e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (8) que o Estreito de Ormuz não será reaberto em resposta a ameaças dos Estados Unidos. Ghalibaf utilizou suas redes sociais para deixar claro que a reabertura do estreito depende de "acordos iranianos", e não de pressões externas.
Além disso, Ghalibaf fez menção a possíveis novos ataques, caso as ações dos EUA continuem. Ele declarou:
A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar
.
A emissora estatal iraniana Press TV, citando uma fonte de segurança anônima, informou que o Irã poderia fechar o Estreito de Ormuz se os ataques dos EUA persistirem. O estreito é uma rota crucial para o transporte de petróleo, representando cerca de 20% do total mundial.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã havia tentado contatar Washington para negociar um novo acordo, após declarar que um memorando de entendimento firmado em junho estava "acabado". Os EUA realizaram novos ataques contra o Irã na terça-feira (7), em resposta a supostas ações iranianas contra embarcações comerciais na região.
O memorando de entendimento previa a liberação do Estreito de Ormuz, que estava fechado pelo Irã desde o início da guerra em fevereiro.