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Investigação revela esquema de falsificação de documentos em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga um papiloscopista da Politec por envolvimento em um esquema de falsificação de identidades. A operação resultou em apreensões e medidas cautelares.
Foto: Metropoles

A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) iniciou a segunda fase da Operação Hidra, visando desmantelar um esquema de falsificação de documentos que envolve um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O foco da investigação é um papiloscopista, responsável pela emissão de documentos de identidade e identificação em investigações criminais.

Na manhã desta quarta-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do investigado, em Várzea Grande, e em seu local de trabalho no Instituto Médico Legal (IML) em Cuiabá. As ordens judiciais foram emitidas pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

Além das buscas, a Justiça impôs medidas cautelares ao servidor e a outros envolvidos, incluindo a proibição de contato entre eles e a restrição de deixar a comarca sem autorização judicial. Durante a operação, foram apreendidos itens como canetas emagrecedoras contrabandeadas e anabolizantes na casa do papiloscopista.

A investigação teve início em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido como 'Perfume' ou 'Kaiak', que era foragido e suposto membro de uma facção criminosa paulista. Na ocasião, foi descoberto que ele e sua família utilizavam documentos falsos, além de ter sido apreendida uma pistola com numeração raspada.

Com o avanço das investigações, a primeira fase da Operação Hidra foi realizada em agosto de 2025, onde um homem de 66 anos foi identificado como intermediário do esquema. A análise dos dados revelou interações entre esse intermediário e o papiloscopista, que teria facilitado a emissão de identidades falsas.

A delegada Eliane da Silva Moraes, responsável pela Delegacia de Estelionato, destacou a importância da colaboração entre a delegacia e a Politec para desmantelar o esquema de falsificação documental, que está vinculado a outros crimes. O nome da operação, Hidra, faz alusão à criatura mitológica grega, simbolizando as múltiplas identidades usadas pelos investigados para dificultar a ação da Justiça.

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