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Investigação contra pai de ré por injúria racial é aberta na Argentina

O Ministério Público argentino investiga Mariano Páez, pai da advogada Agostina Páez, após vídeo em que ele faz gestos ofensivos. A apuração busca verificar possíveis crimes.
Foto: mariano páez

O Ministério Público de Santiago del Estero iniciou uma investigação contra Mariano Páez, pai da advogada Agostina Páez, que enfrenta um processo por injúria racial no Brasil. A ação foi motivada pela divulgação de um vídeo em que ele faz gestos semelhantes aos de um macaco em um bar.

A procuradora Victoria Ledesma instaurou o inquérito após as imagens, que rapidamente se espalharam pela internet, ganhando notoriedade. O vídeo foi gravado por testemunhas em um bar na região central da cidade, no norte da Argentina, e mostra Páez imitando os gestos que sua filha fez no Rio de Janeiro, o que resultou em sua prisão por injúria racial.

Agostina foi detida no Brasil e liberada após o pagamento de uma fiança de R$ 97 mil, podendo responder ao processo fora do país. No vídeo, Mariano revela que foi ele quem pagou a fiança que possibilitou o retorno da filha à Argentina.

Durante a gravação, o empresário também faz comentários sobre sua situação financeira e suas atividades, afirmando:

Asco do Estado. Eu não vivo de política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco (sic)

. A investigação do Ministério Público visa apurar se houve crime relacionado ao conteúdo do vídeo.

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