A escalada do conflito na Ucrânia se intensificou nesta semana, com uma série de ataques aéreos russos que ocorreram na madrugada de quinta-feira, resultando em mortes e ferimentos em Kiev. Os bombardeios, que incluíram mais de 650 drones e 56 mísseis, atingiram a capital ucraniana e causaram danos em mais de 20 locais, incluindo áreas civis.
Equipes de resgate estavam ativas na manhã seguinte, trabalhando nos escombros de um prédio residencial de nove andares que foi parcialmente destruído. O presidente Volodymyr Zelensky informou que a ofensiva russa deixou cinco mortos e cerca de 40 feridos.
Durante os ataques, um veículo da missão humanitária da ONU foi atingido duas vezes por drones na região de Kherson, conforme denunciou Zelensky. O ataque ocorreu enquanto a missão realizava operações de assistência humanitária. O presidente assegurou que não houve feridos entre os integrantes da missão, que foram evacuados com segurança.
Um vídeo divulgado pelo governador militar de Kherson, Oleksandr Prokoudine, mostrou os danos em dois veículos, um dos quais era claramente identificado como pertencente às Nações Unidas. Após os bombardeios, Zelensky pediu uma resposta adequada a esses ataques.
Em meio a essa escalada militar, a situação política na Ucrânia e em seus aliados também se deteriora. A primeira-ministra da Letônia, Evika Silina, anunciou sua renúncia após perder o apoio de um partido essencial de sua coalizão, uma crise que se intensificou após a demissão do ministro da Defesa.
Além disso, o Alto Tribunal Anticorrupção da Ucrânia determinou a prisão de Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete de Zelensky, sob acusações de lavagem de dinheiro relacionadas a um projeto imobiliário de luxo. A fiança foi fixada em mais de € 2,5 milhões, permitindo que Yermak responda ao processo em liberdade enquanto aguarda o julgamento.