Search

Diferenças entre cicatriz comum, hipertrófica e queloide

Cicatrizes variam em aparência e comportamento após lesões. Entender as diferenças entre cicatriz comum, hipertrófica e queloide é crucial para um tratamento eficaz.
Foto: Foto colorida com zoom em cicatriz em pele humana - Metrópoles

As marcas deixadas na pele após cortes, cirurgias ou piercings não são todas iguais. Algumas cicatrizes se tornam discretas com o tempo, enquanto outras podem crescer de forma exagerada, causando desconforto e ultrapassando os limites da lesão original. Compreender as distinções entre cicatriz comum, cicatriz hipertrófica e queloide é fundamental para buscar o tratamento adequado e evitar complicações durante a cicatrização.

A dermatologista Paola Canabrava, do Hospital Santa Lúcia Norte, explica que a cicatriz comum tende a ser plana e não apresenta aumento anormal da pele.

Normalmente, a cicatriz comum não apresenta relevo importante e permanece limitada ao local da lesão. Já o queloide tem crescimento exagerado e ultrapassa os limites da cicatriz original

, afirma.

Por sua vez, a dermatologista Andressa Vargas, atuando no Rio Grande do Sul, destaca que a cicatriz hipertrófica pode gerar confusão, pois apresenta relevo e vermelhidão, mas se diferencia do queloide.

A cicatriz hipertrófica ocorre quando há produção exagerada de colágeno, formando uma lesão elevada e espessa, mas ainda restrita aos limites do ferimento inicial. O queloide continua crescendo de forma desproporcional

, detalha.

Além de sua aparência, os queloides podem causar coceira, dor e desconforto estético, especialmente em áreas mais visíveis do corpo. A predisposição genética é um dos principais fatores que aumentam o risco de desenvolver queloides. Indivíduos com histórico familiar da condição e aqueles com peles mais pigmentadas estão mais suscetíveis. Paola observa que a tensão da pele também desempenha um papel importante na cicatrização.

Regiões como colo, ombros, costas e orelhas têm maior tendência à formação de queloides por sofrerem mais tensão durante o processo de cicatrização

, explica.

Fatores como inflamações prolongadas, traumas repetidos e infecções podem agravar a situação, conforme Andressa. Procedimentos como piercings e cirurgias requerem atenção especial em pessoas predispostas. Além disso, erros como exposição solar sem proteção, remoção de casquinhas da ferida e manipulação excessiva da cicatriz podem piorar a aparência da pele durante a recuperação.

Embora não haja uma solução única para todos os casos, as dermatologistas dispõem de diversos recursos para melhorar a aparência das cicatrizes e controlar o desenvolvimento de queloides. O uso de fitas e placas de silicone é uma das medidas mais comuns para prevenção após procedimentos cirúrgicos. Infiltrações com corticoide são um dos tratamentos mais utilizados, e certos tipos de laser podem ajudar no controle dos queloides. Tecnologias como microagulhamento e crioterapia também podem ser eficazes na modulação do colágeno e na melhoria estética da pele.

Em casos específicos, a cirurgia pode ser recomendada, geralmente em combinação com outros tratamentos para reduzir o risco de recorrência. As especialistas ressaltam que o acompanhamento dermatológico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento e evita que alterações na cicatrização evoluam de forma mais agressiva.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE