O governo Trump anunciou o indiciamento de Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, por acusações que incluem conspiração para matar cidadãos americanos, quatro homicídios e destruição de aeronaves. A informação foi inicialmente divulgada pela agência de notícias Reuters.
O indiciamento está vinculado a um incidente ocorrido em 1996, quando jatos cubanos derrubaram aviões operados por cubanos exilados, resultando na morte de quatro pessoas. A confirmação do indiciamento foi reportada por diversos veículos, incluindo a CNN, e coincide com um evento em Miami que homenageia as vítimas.
A acusação representa um aumento na pressão contra o governo cubano e precisa ser aprovada por um grande júri para avançar. O caso é comparado ao indiciamento do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, utilizado pelo governo Trump para justificar ações contra ele.
Recentemente, legisladores da Flórida pediram publicamente o indiciamento de Castro, expressando esperança de que a justiça finalmente fosse feita. Castro, que não é visto em público desde o início do mês, não há evidências de que tenha deixado Cuba ou que o governo cubano permita sua extradição.
Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, foi presidente de Cuba até 2018 e entregou a liderança do partido comunista em 2021. Durante o incidente de 1996, ele era ministro da Defesa e o governo cubano defendeu a ação como uma resposta legítima a uma invasão do espaço aéreo cubano.
As tensões entre os Estados Unidos e Cuba aumentaram nos últimos meses, especialmente após a prisão de Maduro. O governo Trump tem criticado o regime cubano, implementando sanções e um bloqueio que intensificou a crise econômica na ilha.
Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico contra Cuba há mais de 60 anos, iniciado em 1962. As sanções têm se fortalecido ao longo do tempo, afetando severamente a economia cubana e limitando o comércio com outros países.
Em 2024, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução pedindo o fim do embargo, com 187 países a favor. O governo Biden havia suavizado algumas ações contra Cuba, mas Trump reverteu essa decisão, incluindo novamente o país na lista de patrocinadores do terrorismo.
Cuba nega a existência de presos políticos e acusa opositores de serem mercenários dos Estados Unidos, afirmando que a colaboração com o país na luta contra o terrorismo é inexistente.