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Identificação de Doenças pelo Odor: Mitos e Realidades

Embora algumas condições de saúde possam alterar o odor corporal, especialistas alertam que o cheiro não é um método confiável para diagnóstico. Mudanças no odor podem ser indicativas, mas não definitivas.
Foto: Mulher tampando o nariz- Metrópoles

Muitas pessoas se perguntam se um odor diferente no corpo ou no hálito pode sinalizar problemas de saúde. A resposta, segundo especialistas, é que isso depende, pois a interpretação errada é comum. Algumas condições podem, de fato, alterar o odor, mas não é um método seguro de diagnóstico.

O endocrinologista Fábio Carra, do Hospital Nove de Julho, explica que doenças metabólicas podem provocar mudanças perceptíveis no cheiro do paciente. Ele menciona a cetoacidose diabética, onde o hálito pode ter um odor adocicado devido à presença de corpos cetônicos.

Além disso, alterações hormonais, como as que ocorrem na puberdade, também influenciam o odor corporal. O cheiro não é apenas resultado do organismo, mas também da ação de bactérias na pele, que transformam substâncias inodoras em compostos com odor.

O infectologista Cristiano Gamba, do Hospital Samaritano Paulista, enfatiza que não é possível identificar infecções apenas pelo cheiro. Embora algumas condições, como feridas crônicas, possam ter odores característicos, isso não permite identificar o agente causador.

O odor pode servir como um sinal de alerta inicial, mas não deve ser utilizado como diagnóstico. Carra ressalta que, embora o cheiro possa levantar suspeitas, ele deve ser considerado apenas um indicativo complementar.

Gamba alerta que associar odores diretamente a doenças infecciosas pode levar a erros de interpretação e atrasar diagnósticos corretos. Se um odor diferente persistir, a recomendação é procurar avaliação médica, pois as causas podem variar amplamente.

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