O Hospital Dia Irmã Beatriz Fragoso, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou a realização de cirurgias de fístula arteriovenosa (FAV) nesta quinta-feira (30). Os pacientes atendidos são acompanhados pelo Centro Municipal de Nefrologia (CMN), que agora oferece uma assistência mais especializada, visando aumentar a qualidade e a segurança do tratamento.
Essas cirurgias têm como principal objetivo facilitar o acesso vascular para pacientes em hemodiálise, priorizando a fístula arteriovenosa, que é considerada o método mais seguro e confortável para a diálise.
Luis Ferreira, secretário municipal de Saúde, ressaltou que essa iniciativa fortalece a rede de atenção especializada e melhora a resolutividade dos serviços. Ele afirmou:
A implantação das cirurgias de fístula arteriovenosa no Hospital Dia representa um avanço significativo na qualificação do cuidado aos pacientes renais. Estamos investindo em estratégias que garantam mais segurança, eficiência e dignidade no tratamento, reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida desses usuários.
O cirurgião vascular do CMN, Dr. Antônio Vasconcelos, destacou que a introdução da FAV é um passo importante na assistência. Ele explicou que o objetivo é substituir gradativamente o uso de cateteres, o que diminui riscos e proporciona mais conforto aos pacientes.
Antes de se submeter à cirurgia, os pacientes passam por uma avaliação com uma equipe multidisciplinar já estabelecida no CMN. A implementação deste procedimento no Hospital Dia não apenas fortalece a rede de atenção especializada, mas também representa um avanço significativo na assistência aos pacientes renais, garantindo mais qualidade de vida e dignidade durante o tratamento.
Dr. Vasconcelos também explicou que a fístula arteriovenosa é criada a partir da ligação entre uma artéria e uma veia, geralmente no braço. Após a cirurgia, é necessário um período médio de seis semanas para que a fístula amadureça e esteja pronta para uso na hemodiálise. Durante esse tempo, o paciente continua a realizar o tratamento por meio do cateter.
Após a maturação e avaliação da fístula, o cateter pode ser removido, o que reduz significativamente os riscos de infecção e complicações, além de melhorar o conforto do paciente, já que a fístula fica sob a pele e não exposta como o cateter.
Carlos Augusto, um dos pacientes beneficiados, compartilhou sua experiência. Ele, que realiza hemodiálise há um ano e três meses, expressou otimismo em relação à nova tentativa de fístula:
Com a fístula, dá para ir à praia, piscina, ter uma dinâmica no dia a dia que fica bem melhor. Estou bem animado.
As cirurgias de fístula arteriovenosa são realizadas com anestesia local e um breve período de observação, permitindo que a maioria dos pacientes receba alta no mesmo dia, sem necessidade de internação.
Fonte: Joaopessoa