O governo Lula avalia que a relação do Brasil com os Estados Unidos tende a se normalizar após a vitória democrata nas eleições para o Congresso americano.
Embora a gestão petista já tivesse a intenção de manter uma relação pragmática com o governo de Donald Trump, a vitória democrata representa uma abertura maior na política externa americana.
Atualmente, não há previsão de reunião bilateral entre os presidentes nos compromissos internacionais deste mês, como a COP31, na Turquia, e a cúpula da Asean, nas Filipinas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler do Brasil, Mauro Vieira, se reunirão durante a cúpula dos chanceleres do G7, marcada para segunda e terça em Paris.
No Planalto, a vitória democrata é vista como um enfraquecimento das conexões bolsonaristas nos EUA, devido ao esvaziamento de aliados republicanos no Congresso.
Os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara. Trump comentou que o Partido Republicano perdeu porque ele não estava na cédula.
Seu vice-presidente, J. D. Vance, tentou se distanciar de Trump, citando a guerra no Irã como motivo para a derrota histórica.
O governo Lula também observa um maior espaço político para retomar investigações contra brasileiros nos EUA, como Alexandre Ramagem, condenado pelo STF e que vive nos Estados Unidos.
Aliados petistas acreditam que a vitória democrata não deve resultar em mudanças imediatas nas situações de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e foragidos do 8 de Janeiro.
Um diplomata brasileiro acredita que mudanças no status desses nomes só ocorrerão caso o Partido Democrata conquiste o Poder Executivo em 2028.
Com Trump enfraquecido, o governo brasileiro não teme novas ofensivas americanas, considerando que a negociação chegou a um ponto de acomodação.
Fonte: Notícias ao Minuto Brasil