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Governo Lula celebra encontro com Trump, mas mantém cautela

O governo Lula avaliou positivamente a reunião com Trump, destacando a redução de tensões. Contudo, permanece cauteloso quanto a possíveis tarifas e sanções dos EUA.
Foto: Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado da reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na última quinta-feira. Auxiliares consideram que a visita foi bem-sucedida ao "desarmar" tensões entre os países e limitar a aplicação de medidas unilaterais por parte do governo norte-americano.

Apesar do otimismo, o Planalto reconhece que as ações dos EUA são imprevisíveis, e a possibilidade de novas tarifas ou sanções não pode ser descartada. A pauta comercial foi central no encontro, onde os líderes concordaram em criar um grupo de trabalho para abordar a questão tarifária, com início previsto para a próxima semana e um prazo de 30 dias para funcionamento.

Lula também defendeu o encerramento da investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que investiga práticas comerciais como o Pix e tarifas do etanol. Auxiliares consideram os argumentos americanos fracos e buscam respostas técnicas. O governo brasileiro está avaliando áreas onde pode ceder, reconhecendo que Trump precisa apresentar uma vitória ao seu público interno.

Uma área mencionada como passível de negociação é o comércio eletrônico, embora o governo americano ainda não tenha apresentado uma proposta clara. Durante a reunião, que durou cerca de três horas, os líderes discutiram tarifas, minerais críticos, colaboração no combate ao crime organizado e questões geopolíticas.

Embora não tenham sido firmados novos acordos, o encontro foi visto como um gesto importante de reaproximação entre os países. Lula expressou otimismo ao afirmar que deseja que os Estados Unidos voltem a ver o Brasil como um parceiro importante.

O combate ao crime organizado também foi uma prioridade na visita. Lula entregou a Trump um documento com argumentos contra a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, medida que está sendo analisada pela Casa Branca. O governo brasileiro propõe uma colaboração para avançar na cooperação contra o crime organizado transnacional, especialmente no tráfico de armas e drogas.

O saldo da visita, segundo auxiliares, é positivo, com Lula saindo fortalecido em termos diplomáticos e políticos, reduzindo o risco de interferência americana nas eleições de outubro. Lula afirmou que não acredita em influência de Trump nas eleições brasileiras, ressaltando que a decisão cabe ao povo brasileiro.

A avaliação é de que os presidentes estabeleceram uma relação positiva, o que pode afastar a possibilidade de ingerência. Além disso, há uma percepção de que a direita vê a associação com os Estados Unidos como prejudicial eleitoralmente.

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