Pesquisadores apresentaram dados na Conferência da Organização Europeia de AVC, realizada em Maastricht, que indicam que tanto uma frequência cardíaca excessivamente baixa quanto uma muito alta podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa, divulgada em 6 de maio, destaca a importância de manter a frequência cardíaca dentro de limites saudáveis.
Os cientistas analisaram informações de saúde de 460.000 indivíduos ao longo de quatorze anos, utilizando dados do UK Biobank. O foco foi entender como diferentes padrões de frequência cardíaca impactam a probabilidade de eventos cardiovasculares. A frequência cardíaca em repouso, que varia entre 60 e 100 batimentos por minuto para adultos, foi um dos principais parâmetros avaliados.
Os resultados mostraram que tanto frequências abaixo quanto acima dessa faixa estão ligadas a um aumento no risco de AVC. A bradicardia, caracterizada por batimentos muito lentos, pode indicar que o coração não está bombeando sangue de maneira eficiente, o que pode reduzir o fluxo sanguíneo para o cérebro e favorecer a formação de coágulos.
Por outro lado, a taquicardia, que se refere a batimentos acelerados, também foi associada a um maior risco de AVC. Um coração que opera em ritmo elevado pode sofrer sobrecarga e estar mais suscetível a arritmias, como a fibrilação atrial, que aumenta a chance de formação de coágulos que podem se deslocar até o cérebro.
Os pesquisadores enfatizam que o equilíbrio da frequência cardíaca é crucial para a saúde. Fatores como idade, nível de atividade física, estresse, uso de medicamentos e doenças cardíacas podem influenciar a frequência cardíaca. Embora o estudo indique uma associação e não uma relação de causa e efeito, os dados são importantes para identificar sinais que requerem atenção médica.
- Batimentos frequentemente abaixo de 60 ou acima de 100 em repouso
- Sensação de tontura ou desmaios
- Palpitações constantes
- Cansaço sem explicação aparente
Monitorar a frequência cardíaca, seja por meio de exames ou dispositivos como relógios inteligentes, pode ajudar na detecção precoce de alterações. O AVC continua sendo uma das principais causas de morte e incapacidade globalmente, tornando essencial a compreensão dos fatores de risco, mesmo os menos evidentes.