Na manhã desta quinta-feira, 4 de junho, um soldado da Força Interina da ONU no Líbano (UNIFIL) foi morto em um bombardeio no sudeste do país, próximo à cidade de Marjayoun. A informação foi confirmada pela organização, que não especificou a origem do ataque.
O soldado foi atingido na noite de quarta-feira e, após ser gravemente ferido, foi transportado de avião para um hospital em Beirute, onde veio a falecer. Outros dois soldados de paz também ficaram feridos e estão recebendo tratamento em uma instalação médica da UNIFIL.
A missão de paz da ONU no Líbano iniciou uma investigação para esclarecer as circunstâncias do incidente e pediu às "autoridades nacionais relevantes" que apurem os fatos, responsabilizando os autores do ataque. A UNIFIL observou um aumento no número de disparos e impactos no sul do Líbano e reiterou que a violência deve cessar.
O ataque ocorreu em um contexto de bombardeios israelenses contra o Líbano, especialmente no sul do país, e retaliações do grupo armado Hezbollah. A UNIFIL enfatizou que ataques deliberados contra pacificadores da ONU constituem
graves violações do direito humanitário internacional
e podem ser considerados crimes de guerra.
Israel e Líbano haviam acordado um cessar-fogo na quarta-feira, mediado pelos Estados Unidos, mas os ataques continuaram. Nesta quinta-feira, o Exército israelense realizou novos bombardeios no território libanês, alegando que uma "aeronave hostil" havia entrado em seu espaço aéreo, o que acionou o alerta das Forças de Defesa de Israel.
O cessar-fogo previa a suspensão total dos disparos do Hezbollah e a ocupação das áreas ao sul do rio Litani pelo Exército libanês, com a retirada do grupo paramilitar. Até o momento, o Hezbollah não se manifestou sobre o acordo.