Uma nova pesquisa revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) estão em um empate técnico nas simulações de segundo turno para as eleições de 2026. De acordo com o levantamento da Meio Ideia, Flávio registra 45,3% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44,7%. A diferença de 0,6 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,5 pontos.
Este é o segundo mês consecutivo em que Flávio se mostra numericamente à frente de Lula nas simulações. A pesquisa foi realizada entre 1º e 5 de outubro, com 1.500 entrevistados em todo o Brasil, e possui um intervalo de confiança de 95%, estando registrada no TSE sob o protocolo BR-05356/2026.
Em abril, 60,4% dos eleitores de Flávio afirmavam que poderiam mudar de candidato, mas esse número caiu para 43,1%. Por outro lado, a disposição dos eleitores de Lula para trocar de voto se manteve estável em 27%.
Em outra simulação, Lula aparece com 44,7% contra 40% do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Em um embate com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula tem 44% contra 39% do rival.
No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 40%, seguido por Flávio com 36%. Caiado tem 5,6%, Zema 3% e Ciro Gomes (PSDB) 2,3%. Quando questionados espontaneamente, 33,4% mencionam Lula, enquanto 20% citam Flávio. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é inelegível, é lembrado por 4% dos entrevistados.
A avaliação do governo Lula mostra que 46,3% dos entrevistados consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 31,5% a avaliam como ótima ou boa. A desaprovação direta da condução do governo é de 53%, com apenas 44% aprovando.
Quando questionados sobre a continuidade de Lula no cargo após 2026, 52% responderam que ele não merece continuar, enquanto 44% acreditam que sim. A rejeição à indicação de Jorge Messias para o STF foi acompanhada por 58,6% dos entrevistados, com interpretações divididas sobre o resultado da sabatina.
Sobre a próxima indicação ao STF, 39,4% preferem um nome técnico, enquanto 37% desejam que Lula mantenha um perfil político. Além disso, 42,7% votariam em um candidato ao Senado que prometesse o impeachment de ministros da corte.
A pesquisa também abordou o impacto das apostas online, com 59% dos entrevistados culpando as apostas pelo endividamento das famílias. A maioria (61,9%) acredita que as apostas estão viciando a população, e 25% admitiram ter apostado online nos últimos 30 dias.
Por fim, 73,7% dos brasileiros se mostraram favoráveis ao fim da escala de trabalho 6×1, destacando como principal ganho a possibilidade de passar mais tempo com a família.