O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um plano de governo que visa reduzir o tamanho do Estado, digitalizar a economia e retomar desestatizações, além de adotar medidas mais rigorosas no combate ao crime, como o aumento de penas e o encarceramento.
Intitulado 'Para o Brasil Vencer o Atraso', o plano contém 76 páginas organizadas em nove eixos. No último eixo, 'Brasil que Não Volta Atrás', o candidato detalha sua abordagem econômica.
Bolsonaro propõe um 'tesouraço' nos gastos públicos, incluindo a reforma administrativa que prevê a redução de dez ministérios e a revisão do pacto federativo com estados e municípios. Ele busca um governo semelhante ao de seu pai, Jair Bolsonaro, que ocupou a presidência entre 2019 e 2022.
O programa começa com um foco em segurança, propondo declarar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas. Para combater o tráfico de drogas, ele sugere a criação de uma 'tropa de elite' das Forças Armadas para patrulhar as fronteiras e a redução da idade penal de 18 para 14 anos para crimes graves.
Bolsonaro também planeja reduzir impostos sobre energia elétrica e combustíveis, além de revisar a reforma tributária, visando estimular o consumo das famílias. O corte de gastos públicos é apresentado como uma medida central para a queda dos juros no país.
Outras propostas incluem a criação de corredores logísticos para baratear o transporte de alimentos, aumentar a capacidade de armazenamento do agronegócio e apoiar a produção nacional de fertilizantes.
Na área da tecnologia, o candidato promete digitalizar serviços públicos, começando pelos prontuários de saúde, e propõe o compartilhamento de dados pessoais com hospitais privados. O programa também menciona a manutenção da imunização e a oferta de atendimento em saúde por telefone ou aplicativo.
No eixo educacional, Bolsonaro planeja mudar o método de alfabetização e introduzir um voucher para famílias pagarem creches privadas. Para o ensino básico, ele sugere remunerar alunos para dar aulas de reforço, mas não apresenta medidas específicas para o ensino médio.
O candidato também pretende criar mais escolas cívico-militares e incluir competências para a economia digital nos currículos.
Embora não reconheça uma crise climática, o plano inclui medidas para flexibilizar o licenciamento ambiental, apostando na exploração de combustíveis fósseis e na ampliação da produção de petróleo e gás.
Na área de saneamento, Bolsonaro quer acelerar concessões e parcerias privadas, além de levar água às escolas e fechar lixões. Ele também planeja retomar o Programa Casa Verde e Amarela para construir 2,5 milhões de residências com taxas de juros reduzidas.
Fonte: Paraibaonline