A ex-vereadora Luciana Novaes faleceu aos 42 anos, após a ativação do protocolo de morte cerebral. A informação foi divulgada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que expressou seu pesar pela perda da parlamentar.
Luciana ganhou notoriedade em 2003, quando foi vítima de uma bala perdida na Universidade Estácio de Sá, o que resultou em tetraplegia. Apesar das dificuldades, ela superou as expectativas médicas e se dedicou à reabilitação.
Formada em serviço social, Luciana se destacou na vida pública, atuando em prol da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência. Em 2016, foi eleita vereadora pelo Partido dos Trabalhadores, onde apresentou e aprovou diversos projetos sociais.
Em 2023, retornou à Câmara como suplente, continuando a debater questões de acessibilidade e políticas públicas. Sua trajetória foi marcada por um forte apoio jurídico e institucional durante seu tratamento.
O presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, lamentou a morte de Luciana, destacando sua transformação da dor em propósito e seu legado de quase 200 leis voltadas à inclusão e defesa dos vulneráveis.
Luciana Novaes foi lembrada como um símbolo de perseverança, tendo impactado a vida de milhares de cariocas com sua dedicação ao serviço público. Sua história de fé e resiliência continuará a inspirar futuras gerações.
Parlamentares também expressaram suas condolências nas redes sociais. O pré-candidato a deputado federal Marcelo Freixo e o deputado federal Tarcísio Motta ressaltaram a importância de sua luta pelos direitos das pessoas com deficiência e sua contribuição à Câmara.