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Eventos adversos da vacina contra dengue se concentram em 21 dias

A suspensão temporária da vacina contra dengue do Butantan visa garantir segurança. Especialistas afirmam que eventos adversos graves não estão comprovados como causados pelo imunizante.
Foto: Metropoles

A recente suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou incertezas entre os vacinados. No entanto, especialistas esclarecem que essa medida é uma precaução e parte dos protocolos de segurança das campanhas de vacinação.

O Ministério da Saúde está investigando eventos adversos graves que foram registrados após a aplicação da vacina. Até o momento, não há evidências que comprovem que esses casos estejam relacionados ao imunizante. A infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Samaritano Higienópolis, destaca que a interrupção não deve ser vista como um indicativo de insegurança da vacina.

Esse tipo de medida demonstra transparência dos sistemas de monitoramento e não deve ser interpretado como evidência de insegurança da vacina

, afirma.

Os especialistas indicam que a atenção se concentra principalmente nos primeiros 21 dias após a vacinação, já que reações adversas costumam ocorrer nesse período inicial. Para aqueles que já receberam a vacina há mais de 21 dias, não há recomendações de exames ou tratamentos preventivos, a menos que apresentem sintomas.

Reações leves, como dor no local da aplicação, vermelhidão e febre baixa, geralmente desaparecem sem intervenção. No entanto, se surgirem sintomas mais graves ou persistentes, é aconselhável procurar uma unidade de saúde. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, reforça que os eventos de maior preocupação são os que ocorrem nas primeiras três semanas após a vacinação.

Os sinais que requerem avaliação médica incluem febre persistente, dor abdominal intensa ou sintomas que não evoluem como esperado. É fundamental buscar atendimento médico para uma avaliação adequada.

Após a aprovação de uma vacina, o monitoramento continua por meio da farmacovigilância, onde profissionais de saúde notificam eventos adversos suspeitos. Esses casos são analisados em níveis municipal, estadual e federal para determinar se há uma relação temporal ou causal com a vacinação.

Enquanto as investigações prosseguem, especialistas reiteram que a suspensão temporária é uma medida de cautela e transparência. A orientação para quem já recebeu a vacina é manter a observação do estado de saúde e buscar assistência médica caso surjam sintomas relevantes.

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