A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a apreensão de quatro lotes do medicamento Mounjaro, sendo dois deles falsificados e três sem registro. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 10 de julho, e proíbe a comercialização, distribuição e uso desses produtos irregulares.
A decisão da Anvisa foi motivada pela comunicação da farmacêutica Eli Lilly, responsável pelo registro do Mounjaro no Brasil, que identificou unidades com características distintas do produto original. A agência destacou que foram encontrados problemas que evidenciam as falsificações, como números de lote não reconhecidos pela fabricante e erros de grafia nas embalagens.
Um exemplo é o lote D880403, que apresentava um dispositivo de aplicação diferente do original e continha a palavra "solution" escrita incorretamente como "soluction". A Anvisa esclareceu que a apreensão se aplica apenas às unidades falsificadas dos lotes D880403 e D854901, enquanto os medicamentos autênticos fabricados pela Eli Lilly, com os mesmos números de lote, permanecem regulares e podem ser utilizados.
Medicamentos falsificados representam riscos à saúde, pois não há garantias sobre a origem, composição, qualidade ou condições de fabricação dos produtos.
Além dos lotes falsificados do Mounjaro, a Anvisa também proibiu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de produtos fabricados por empresas sem autorização de funcionamento ou registro na agência. Entre os produtos citados estão itens de empresas como PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. ME e Muwiz Indústria e Laboratório Ltda.