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EUA restabelecem sanções ao petróleo iraniano após ataques no Ormuz

O Departamento do Tesouro dos EUA revogou licença que suspendia sanções ao petróleo do Irã após ataques a navios no Estreito de Ormuz. A medida visa restringir a produção e comercialização de petróleo iraniano.
Foto: Metropoles

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (7), a revogação da licença que suspendia temporariamente as sanções sobre o petróleo do Irã. A decisão foi tomada após três navios serem atacados por projéteis no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, nas últimas 24 horas.

Para o governo norte-americano, os ataques são considerados "totalmente inaceitáveis" e justificam o restabelecimento das restrições ao setor petrolífero iraniano. A nova medida substitui a Licença Geral X, que havia sido publicada em 21 de junho, pela Licença Geral X1, reestabelecendo as sanções que limitam a produção, venda, entrega e comercialização de petróleo bruto, derivados e produtos petroquímicos de origem iraniana.

A nova licença estabelece um período de transição até 17 de julho para que negócios já autorizados sejam finalizados. Entretanto, novas compras ou contratos relacionados ao petróleo iraniano estão proibidos desde a data da revogação. Além disso, pagamentos destinados a pessoas ou empresas afetadas pelas sanções devem permanecer bloqueados em contas nos Estados Unidos.

Na mesma noite, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou uma "série de ataques poderosos" contra o Irã, após acusar forças iranianas de serem responsáveis pelos ataques aos navios no Estreito de Ormuz.

A revogação da licença ocorre em um contexto de crescente tensão na região. Apesar de um cessar-fogo estabelecido após o início de um conflito em 28 de fevereiro entre Estados Unidos, Israel e Irã, as negociações entre Washington e Teerã para um acordo de paz estavam em andamento há cerca de dois meses.

Os ataques que motivaram a decisão dos EUA ocorreram nas águas do Estreito de Ormuz, na costa de Omã. Segundo a agência britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), três navios foram atingidos em um intervalo de 24 horas. Um dos incidentes envolveu uma embarcação do Catar, que transportava gás natural liquefeito (GNL), e que foi atingida no lado esquerdo do casco, provocando um incêndio a bordo. O governo do Catar, que atua como mediador nas negociações entre Estados Unidos e Irã, classificou os ataques como "inaceitáveis".

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