Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques contra o Irã nesta terça-feira, em resposta a ofensivas contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que a ação visa impor consequências ao Irã por suas ações em uma via marítima internacional.
Em uma publicação na rede social X, o Centcom declarou que as forças norte-americanas iniciaram "uma série de ataques poderosos
para proteger navios mercantes tripulados por civis. O comando militar ressaltou que a agressão do Irã foi
injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo".
Relatos da imprensa internacional indicam que explosões foram ouvidas em Sirik, cidade portuária próxima ao Estreito de Ormuz, além de estrondos na ilha de Qeshm e em Bandar Abbas. Também foram registrados impactos de projéteis em Taheroui.
A tensão entre os Estados Unidos e o Irã já se intensificava após a reimposição de sanções ao petróleo iraniano. O governo iraniano afirmou que as negociações para um acordo final com Washington não avançarão enquanto o presidente Donald Trump mantiver ameaças contra a República Islâmica.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã considerou a suspensão da isenção das sanções como uma "clara violação
do memorando assinado em junho, que visava encerrar o conflito. Em comunicado, Teerã afirmou que a medida demonstra
má-fé" e que não se pode confiar na administração norte-americana.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz havia sido retomado após a assinatura do memorando de entendimento entre os dois países em 17 de junho, que resultou em duas rodadas de negociações de alto nível. Em 2024, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto circulavam diariamente pelo estreito, representando quase 20% do consumo mundial de petróleo líquido.