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Estudo relaciona glucosamina à progressão acelerada do Alzheimer

Um estudo da Universidade da Flórida associou o uso de glucosamina a uma evolução mais rápida do Alzheimer e outras demências, com dados de mais de 24 mil pacientes.
Foto: Metropoles

Pesquisadores da Universidade da Flórida publicaram um estudo na revista Nature Metabolism, revelando que a glucosamina, um suplemento popular para alívio de dores articulares, pode estar ligada a uma progressão mais rápida do Alzheimer e de outras demências. A pesquisa analisou registros de saúde de pacientes atendidos entre 2012 e 2024, combinando esses dados com experimentos realizados em tecido cerebral humano e modelos animais.

A equipe avaliou informações de 24.481 pacientes diagnosticados com Alzheimer e outras demências, além de 41.884 indivíduos com comprometimento cognitivo leve, condição que pode preceder a demência. Após ajustes estatísticos, foi identificado que o uso de glucosamina estava associado a uma probabilidade 25% maior de progressão do comprometimento cognitivo leve para demência. Para aqueles já diagnosticados com Alzheimer ou demências relacionadas, o suplemento também foi vinculado a um aumento de 25% no risco de morte durante o período analisado.

Cerca de 8% dos pacientes estudados relataram o uso de glucosamina, incluindo 1.896 indivíduos com Alzheimer ou outras demências e 2.750 com comprometimento cognitivo leve. Os cientistas descobriram uma alteração metabólica no cérebro, caracterizada pelo excesso de moléculas de açúcar ligadas a proteínas. Em experimentos com camundongos, a glucosamina intensificou esse processo, resultando em um desempenho inferior em testes de memória. Por outro lado, a redução da atividade dessa via metabólica levou a uma melhora nos resultados.

Os autores do estudo enfatizam que a pesquisa não estabelece que a glucosamina causa Alzheimer ou que o suplemento seja prejudicial a todos os usuários. A análise apenas sugere uma associação entre o consumo da substância e a evolução mais rápida da doença. Para confirmar uma relação de causa e efeito, serão necessários estudos clínicos adicionais. Os pesquisadores recomendam que pessoas com Alzheimer, outras demências ou comprometimento cognitivo leve consultem um médico antes de iniciar ou continuar o uso de glucosamina.

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