A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, concedida em caráter humanitário, está prestes a ser reavaliada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, que expira em 25 de junho, foi estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes e poderá ser prorrogada ou revogada com base nas condições de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro foi internado em março devido a um quadro de broncopneumonia e recebeu alta no dia 27 do mesmo mês. A decisão de Moraes, que permitiu a prisão domiciliar por 90 dias, foi fundamentada na necessidade de um ambiente mais adequado para a recuperação de sua saúde, considerando as fragilidades do sistema imunológico de idosos.
A nova avaliação médica poderá determinar se Bolsonaro ainda necessita de cuidados especiais. Se os exames indicarem que ele pode retornar ao cumprimento da pena, o ex-presidente deverá voltar ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.
Além da prisão domiciliar, Moraes impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação. O descumprimento de qualquer uma dessas regras pode resultar na revogação da domiciliar e no retorno imediato ao regime fechado ou a um hospital penitenciário.
Fonte: Metropoles