O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou seu apoio ao candidato presidencial colombiano Abelardo de la Espriella nesta quarta-feira, 10 de junho. Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump parabenizou De la Espriella pelo desempenho no primeiro turno das eleições, realizado em 31 de maio, e reiterou seu endosso para a disputa decisiva que ocorrerá em 21 de junho.
Na mensagem, Trump se referiu a De la Espriella como "El Tigre" e o descreveu como um líder "inteligente, forte e determinado
. O presidente americano afirmou que o candidato colombiano luta pelo seu país
assim como eu amo os Estados Unidos da América" e previu que ele terá sucesso em áreas como crescimento econômico, geração de empregos, combate ao crime, repressão ao narcotráfico e controle da imigração ilegal.
Trump declarou:
É uma honra conceder a Abelardo meu apoio total e irrestrito. El Tigre Abelardo de la Espriella não decepcionará o maravilhoso povo da Colômbia. Alcançará um novo patamar de grandeza.
Essa manifestação de apoio acontece pouco mais de uma semana após Trump ter declarado publicamente seu respaldo ao candidato.
De la Espriella, advogado e estreante na política, avançou ao segundo turno após obter 43,7% dos votos, enfrentando o senador esquerdista Iván Cepeda, que recebeu 40,9% e conta com o apoio do presidente colombiano, Gustavo Petro. A disputa ocorre em um contexto de forte polarização política.
Após o primeiro turno, Petro levantou suspeitas sobre a apuração dos votos e pediu auditorias, embora Cepeda tenha reconhecido o resultado das urnas. Ao agradecer o apoio de Trump, De la Espriella destacou ver no republicano um líder de "força e convicção", afirmando que suas políticas de segurança estão alinhadas.
O candidato colombiano classificou o narcoterrorismo como um dos principais desafios da região e prometeu enfrentá-lo com firmeza. A declaração de apoio de Trump ocorre em um momento de tensão institucional na Colômbia, onde a presidente da Comissão de Investigação e Acusações da Câmara, Gloria Arizabaleta, determinou a suspensão provisória do mandato de Petro até a realização do segundo turno. Essa medida foi contestada por membros do governo e parlamentares, incluindo o ministro do Interior, Armando Benedetti, que afirmou que a decisão carece de respaldo jurídico.