As enchentes que atingiram a zona da mata de Pernambuco resultaram na remoção de mais de 3.000 pessoas de suas residências, conforme informações da Defesa Civil estadual. A cidade mais impactada foi Goiana, localizada a aproximadamente 65 km do Recife.
Em Goiana, 481 pessoas foram encaminhadas para abrigos, enquanto cerca de 900 estão desalojadas devido à cheia do rio Goiana, que registrou um volume de chuva superior a 110 mm neste domingo. Além disso, um rebanho de gado ficou ilhado na zona rural do município, e a prefeitura espera iniciar o resgate dos animais a partir de terça-feira (30), com a diminuição do nível das águas.
Este evento climático marca a segunda tragédia em menos de dois meses para Goiana, que já havia declarado situação de emergência em maio, quando chuvas intensas causaram danos significativos, com quase 170 mm de precipitação em 24 horas, segundo a Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima).
Outros Municípios Também Enfrentam Dificuldades
Outros municípios também enfrentam dificuldades. Em Timbaúba, 1.578 pessoas estão desalojadas e 13 em abrigos devido à cheia do rio Tracunhaém, que deságua no Goiana. Macaparana registrou 29 pessoas desabrigadas, enquanto Vicência e São Vicente Férrer têm, respectivamente, 60 e 5 pessoas desalojadas.
O governo de Pernambuco está mobilizando recursos para ajudar as vítimas. Para Goiana, foram enviados 400 kits de higiene, 400 kits de limpeza, 700 colchões e 1.400 lençóis. Já para Timbaúba, a assistência inclui 200 colchões, 400 lençóis, 50 kits de limpeza, 100 kits de higiene, 200 garrafas de água mineral de cinco litros e 41 cestas básicas.
Além do Goiana e do Tracunhaém, outros cinco rios em Pernambuco também ultrapassaram a cota de inundação, incluindo os rios Pirangi, Capibaribe Mirim e Siriji. A Apac prevê chuvas fracas na zona da mata e na Região Metropolitana do Recife até pelo menos sábado (4).