O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza reportou que o total de palestinos mortos desde o início da ofensiva militar israelense ultrapassou 74 mil. O último balanço indicava 74.018 mortos e 175.079 feridos desde 7 de outubro de 2023.
Embora um cessar-fogo tenha sido implementado em outubro de 2025, os ataques israelenses continuam a ser registrados. As Forças de Defesa de Israel justificam suas operações como resposta a ameaças contra suas tropas, enquanto Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar o acordo.
A guerra teve início após um ataque do Hamas ao sul de Israel, resultando na morte de cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e no sequestro de 251 reféns. Em resposta, Israel lançou uma ampla ofensiva militar na Faixa de Gaza.
Desde a implementação do cessar-fogo, mais de mil palestinos perderam a vida, conforme dados das autoridades de saúde de Gaza. Também foram registrados sete soldados israelenses mortos durante esse período.
Os registros do Ministério da Saúde de Gaza, que faz parte da administração do Hamas, não distinguem entre civis e combatentes, mas são utilizados por agências da ONU e outras organizações internacionais para monitorar as vítimas do conflito. O ministério estima que mulheres e crianças representem cerca de metade dos mortos.
Quase um ano após o cessar-fogo, as negociações para uma solução duradoura ainda não avançaram significativamente. As forças israelenses mantêm controle sobre mais da metade da Faixa de Gaza, e não houve acordo sobre a retirada militar ou o desarmamento do Hamas. A reconstrução do território também não começou.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que as tropas israelenses não deixarão Gaza enquanto o Hamas não entregar suas armas. Por sua vez, o Hamas acusa Israel de não cumprir o cessar-fogo e de dificultar a implementação das etapas seguintes do acordo, o que Israel nega.
Recentemente, um prédio desabou em Gaza, resultando na morte de pelo menos 21 pessoas, enquanto um ministro israelense ameaçou retomar a guerra, utilizando o enfrentamento ao Hamas como justificativa para ações militares e a expansão territorial em detrimento do povo palestino.
Fonte: Noticiasaominuto