A caspa é caracterizada por coceira, descamação esbranquiçada no couro cabeludo e oleosidade excessiva. Embora muitos acreditem que a exposição solar possa ajudar a secar a caspa, especialistas afirmam que o efeito é limitado e não substitui o tratamento adequado.
A radiação ultravioleta pode, em alguns casos, reduzir temporariamente a descamação, devido à sua ação anti-inflamatória e à diminuição da proliferação da Malassezia, levedura associada à caspa. Por isso, algumas pessoas notam melhora no verão e piora no inverno, quando a exposição ao sol é menor.
O sol não trata a causa da doença e, portanto, não substitui o tratamento adequado. A dermatite seborreica é uma condição inflamatória crônica, que precisa ser controlada com abordagem contínua e individualizada.
A exposição ao sol pode trazer alívio discreto em casos leves, mas é importante evitar a radiação intensa entre 10h e 16h. O ideal é optar por horários como o início da manhã ou o final da tarde.
Por outro lado, o excesso de sol pode agravar a situação, comprometendo a barreira da pele e aumentando a irritação. Isso pode levar a um couro cabeludo mais ressecado e descamativo, especialmente em quadros inflamatórios.
A dermatologista Natasha Crepaldi destaca a importância de diferenciar a exposição solar comum da fototerapia controlada, que pode ser indicada em casos mais graves.
Além da predisposição individual, hábitos como lavar o cabelo com pouca frequência e usar água muito quente podem contribuir para crises recorrentes de caspa. Fatores como estresse, dieta e deficiências nutricionais também podem agravar o quadro.
O tratamento da caspa envolve o uso de xampus com ativos específicos e a manutenção de uma rotina de cuidados. É fundamental que o xampu permaneça em contato com o couro cabeludo por alguns minutos para que os ativos atuem adequadamente.
A descamação deve ser avaliada por um dermatologista se não houver melhora com cuidados básicos ou se vier acompanhada de sintomas mais graves, como vermelhidão intensa ou queda de cabelo.