O ex-deputado Eduardo Bolsonaro abordou o financiamento do filme Dark Horse em diálogo com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A conversa ocorreu por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, e foi revelada em mensagens divulgadas pelo site Intercept Brasil.
Eduardo sugeriu que o ideal seria que os recursos já estivessem nos Estados Unidos, afirmando que transferências de lá para lá seriam mais simples. Ele expressou preocupações sobre o envio de dinheiro do Brasil, indicando que isso poderia ser problemático e demorado, estimando um período de cerca de seis meses para remessas menores.
O ex-deputado também mencionou a disponibilidade do corretor de imóveis Altieris Santana para reuniões, destacando que Santana é um dos controladores do Havengate Development Fund LP, um fundo baseado no Texas, ao lado do advogado Paulo Calixto, que é associado a ele.
Parte dos R$ 134 milhões acordados para o filme entre a família Bolsonaro e Vorcaro foi transferida para o fundo mencionado pela empresa Entre Investimentos e Participações, que tinha vínculos com o banqueiro.
A reportagem do Intercept Brasil tentou contato com Santana, Calixto, Miranda e a defesa de Vorcaro, mas não obteve retorno.
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, buscando apoio do governo de Donald Trump em relação a questões legais enfrentadas por sua família. Ele mora em uma casa em Southlake, Texas, que foi visitada por um repórter do Intercept, que conversou com sua esposa, Heloísa Bolsonaro.
Recentemente, Eduardo relatou à polícia a presença de um homem rondando sua residência. O imóvel, que pertence ao Bunce Family Trust, estava disponível para aluguel até fevereiro de 2025.
A Polícia Federal investiga transações entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, que teria solicitado recursos ao banqueiro para o filme. Uma das linhas de investigação examina se parte do dinheiro foi desviada para o fundo no Texas, utilizado para custear a permanência de Eduardo nos EUA, após bloqueios de contas pelo STF.
Eduardo também confirmou ter sido produtor-executivo em uma versão anterior do contrato com a produtora de Dark Horse, mas afirmou ter deixado a função após sua mudança para os EUA, limitando-se a ceder os direitos autorais relacionados ao filme.