Friedrich Merz, em discurso ao Parlamento, afirmou que
nenhum euro destinado à Ucrânia está fazendo falta nos gastos sociais e com educação em nosso país
. Essa declaração reflete a crescente dificuldade de sustentar o financiamento da guerra contra a Rússia na Alemanha e na Europa.
A situação se agrava com a pressão de Donald Trump nos Estados Unidos e um aumento nas manifestações por reformas e direitos em várias cidades europeias. Na mesma tarde em que Merz falava, o Parlamento estadual de Saxônia-Anhalt discutia a proposta de
Conversas de paz em vez da ampliação da guerra na Ucrânia
.
O estado, que recentemente deu quase 44% dos votos à AfD, partido de extrema direita, aprovou uma moção pedindo "cessar-fogo imediato
e a interrupção da ajuda financeira a Kiev. Argumentos como a necessidade de baratear o custo da energia e a ideia de que
uma potência nuclear não pode ser derrotada no campo de batalha" foram apresentados durante a sessão.
Merz, em Berlim, alertou sobre a crescente disposição da Rússia para uma escalada e criticou opositores que, segundo ele, banalizam o conflito em busca de vantagens eleitorais. Alice Weidel, da AfD, respondeu chamando a fala de Merz de "desespero".
Na França, Marine Le Pen, líder da Reunião Nacional, declarou que um governo sob sua liderança interromperia o financiamento à Ucrânia, citando a situação das contas públicas. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, respondeu que Le Pen não estava familiarizada com os detalhes da situação.
Zelenski também reafirmou a intenção de continuar os ataques às refinarias na Rússia, desafiando o "cessar-fogo energético
proposto por Trump. O presidente americano criticou Zelenski, alegando que ele
não quer acabar com essa guerra".
Em resposta a Le Pen, Emmanuel Macron afirmou que interromper a ajuda à Ucrânia comprometeria a segurança da França. Ele também pediu aos líderes europeus que decidissem sobre o próximo Orçamento da União Europeia, que inclui financiamento à Ucrânia.
Zelenski alertou que as divisões entre europeus e americanos beneficiam Putin, permitindo que ele se sinta bem-sucedido no conflito. O presidente ucraniano não comentou, no entanto, as divisões internas entre os países europeus.
Fonte: Noticiasaominuto