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Desigualdade no Atendimento a Idosos no Brasil

O envelhecimento da população brasileira revela a escassez de serviços de apoio ao idoso, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste, enquanto outras áreas carecem de infraestrutura.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O envelhecimento da população no Brasil destaca a urgência de expandir o atendimento a idosos. Embora muitas famílias necessitem de suporte, a rede pública de cuidados é limitada e predominantemente localizada nas regiões Sul e Sudeste.

Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte oferecem centros-dia, que atuam como 'creches' para idosos em vulnerabilidade. Em contrapartida, capitais como Vitória têm serviços parciais, enquanto Maceió e João Pessoa não disponibilizam essa assistência.

A falta de serviços em diversas localidades não acompanha o crescimento da população com 60 anos ou mais. Dados do IBGE indicam um aumento de 58,5% nesse grupo entre 2012 e 2025, passando de 22,2 milhões para 35,2 milhões de idosos.

Esse aumento acarreta desafios para cuidadores, como Marines Barbosa, que cuida de sua mãe, Isaura, de 75 anos, que enfrenta diversas condições de saúde. Marines abandonou suas atividades pessoais para dedicar-se integralmente aos cuidados da mãe.

Os idosos também enfrentam a solidão, levando muitos a buscar serviços públicos de recreação. Marluce Maria Ribeiro, de 71 anos, frequenta um desses serviços em São Paulo e relata que a atividade a ajuda a manter uma vida funcional e ativa.

Katsuyosiii Ishikawa, de 92 anos, destaca a importância das atividades físicas para sua saúde e bem-estar. Ele frequenta o local com sua esposa, Irene, e mantém uma rotina ativa que inclui cuidados com o jardim.

Janete Aparecida da Silva, de 70 anos, encontrou no grupo uma forma de superar o isolamento social após um AVC. Ela elogia a variedade de atividades oferecidas, que contribuem para um envelhecimento mais saudável.

O Núcleo de Convivência para Idosos Pipas, em São Paulo, é um exemplo de espaço que oferece atividades físicas e recreativas, atendendo cerca de 560 pessoas, com aproximadamente 120 frequentadores diários.

A cidade possui 96 unidades desse tipo, além de centros-dia e serviços de atenção diária, que visam apoiar idosos com diferentes graus de dependência. Contudo, a disponibilidade desses serviços varia significativamente pelo país.

Uma pesquisa realizada pela Folha com prefeituras de capitais revelou que, enquanto todas as capitais do Sudeste possuem centros-dia, outras regiões, como o Centro-Oeste e o Norte, apresentam lacunas significativas na oferta de serviços.

No Nordeste, Recife e Aracaju oferecem espaços de convivência, mas muitas outras capitais não possuem centros-dia. O projeto Saúde Pública, apoiado pela Umane, busca promover iniciativas voltadas à saúde dos idosos.

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