O debate entre os candidatos ao Senado Federal pela Paraíba, realizado pelo Sistema Diário de Comunicação, trouxe à tona as dificuldades enfrentadas por mães atípicas e famílias de crianças com deficiência. Nabor Wanderley, do Republicanos, sugeriu a modificação das regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para que essas mães possam trabalhar sem perder o benefício destinado aos filhos.
Wanderley argumentou que muitas mães se veem obrigadas a deixar seus empregos ao obter o BPC, pois a legislação atual não permite que tenham outra fonte de renda sem o risco de perder o auxílio. Ele acredita que a mudança na legislação poderia proporcionar uma renda adicional e melhores condições para o cuidado das crianças.
Por sua vez, Major Fábio, do NOVO, manifestou apoio a políticas que garantam acesso aos serviços públicos para famílias atípicas, mas enfatizou que a discussão deve ir além do aspecto financeiro. Ele destacou que muitas famílias precisam recorrer à Justiça para assegurar seus direitos e defendeu a implementação de equipes multidisciplinares nas escolas, com profissionais capacitados para atender crianças neurodivergentes.
Fábio mencionou a importância de contar com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, além de salas sensoriais nas instituições de ensino. Ele também ressaltou a necessidade de aumentar os investimentos em Institutos Federais e escolas técnicas, visando garantir oportunidades de trabalho para as mães atípicas.
Na réplica, Nabor Wanderley destacou que existem mais de dois milhões de famílias nessa situação no Brasil, com uma significativa porcentagem composta por mães solo. Ele reafirmou seu compromisso de levar essa pauta ao Senado, defendendo a alteração nas regras do BPC para que as mães possam ter uma fonte de renda sem comprometer o benefício.
Major Fábio reiterou a necessidade de uma política pública abrangente para atender as famílias atípicas, garantindo atendimento especializado e infraestrutura adequada nas escolas. Ele argumentou que, além do BPC, é fundamental assegurar condições para o desenvolvimento e inclusão efetiva das crianças no ensino regular, assim como o acesso das mães ao mercado de trabalho.
Fonte: Diariodosertao