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Curso de Biojoias promove ressocialização de mulheres em prisão na Paraíba

Na Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, reeducandas participam de um curso de Biojoias, com foco na educação e reinserção social. A capacitação é uma iniciativa do Governo Federal em parceria com a UFPB.
Foto: Paraiba

A Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, localizada em João Pessoa, está promovendo um curso de Biojoias como parte das ações de ressocialização para mulheres em privação de liberdade. Com uma carga horária de 160 horas, a formação teve início em fevereiro e se estenderá até maio, sendo direcionada especialmente a estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a pessoas privadas de liberdade.

Essa iniciativa é apoiada pelo Governo Federal e realizada em colaboração com o Curso Técnico em Saúde da Escola Técnica de Saúde, através do programa EJA/EPT (Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional e Tecnológica) da UFPB. O curso visa fortalecer políticas públicas que promovem a educação, a qualificação profissional e a reinserção social no sistema prisional da Paraíba.

A diretora da penitenciária, Tatiana Pimentel, enfatiza a relevância da capacitação para as reeducandas. Ela afirma:

É muito gratificante ver as meninas desenvolvendo seus talentos em uma arte, ocupando o tempo e a mente com coisas salutares e, ao mesmo tempo, promovendo uma mudança de perspectiva.

O curso de Biojoias oferece oportunidades de aprendizagem e geração de renda, utilizando materiais naturais e sustentáveis para a confecção de colares, brincos, pulseiras e outros acessórios. Além da capacitação técnica, a formação contribui para o fortalecimento da autoestima e da identidade das participantes, promovendo novas perspectivas de vida.

Essa ação está alinhada aos princípios da Educação de Jovens e Adultos, reconhecendo o direito à educação como um meio de transformação social e dignidade humana. No ambiente prisional, iniciativas como essa ampliam horizontes e reafirmam a educação como um caminho essencial para a reconstrução de trajetórias e o exercício da cidadania.

A parceria entre o Governo Federal, a UFPB, a Seap-PB e outras instituições envolvidas demonstra que investir na formação de pessoas privadas de liberdade é um passo importante em direção à justiça social e à inclusão.

As aulas práticas são conduzidas pela professora Fabiana Fabrício Macedo, enquanto as aulas teóricas iniciais são ministradas pela professora Maria do Céu, sob a supervisão do professor Raimundo de Oliveira.

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