A pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta críticas internas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde terça-feira (7), diversas manifestações de descontentamento têm sido publicadas nas redes sociais, especialmente após a participação de Flávio em uma audiência nos Estados Unidos, onde solicitou que o país não taxe produtos brasileiros antes das eleições.
Entre os críticos estão os youtubers Paulo Figueiredo e Kim Paim, além de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da gestão Bolsonaro. Eles apontam a equipe da pré-campanha como incompetente e questionam a estratégia de Flávio, que busca se aproximar do centro político para atrair eleitores indecisos.
Wajngarten, em uma postagem no X, afirmou que "a campanha de Flávio não existe" e sugeriu mudanças na equipe, incluindo a nomeação de Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, como coordenador-geral. Ele também propôs a reintegração de Toninho Neto e Walter Longo, que se opuseram à contratação do publicitário Eduardo Fischer como consultor de comunicação.
Em um vídeo, Paulo Figueiredo criticou a comunicação da campanha, descrevendo-a como "insossa" e acusando Flávio de não se comportar como um candidato forte. Ele lamentou a lentidão na resposta a declarações do senador durante a audiência nos EUA, o que, segundo ele, afeta o engajamento da militância.
Kim Paim, com quase 1 milhão de inscritos no YouTube, também fez críticas diretas a integrantes da pré-campanha, afirmando que o coordenador-geral, senador Rogério Marinho (PL), "está alucinado pelo poder". Ele destacou a falta de material promocional para divulgar Flávio e questionou a participação de Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha, em um evento nos EUA.
As críticas não foram respondidas publicamente pelos integrantes da pré-campanha. No entanto, fontes próximas afirmaram que as manifestações são motivadas por ressentimento de quem não está envolvido na campanha e que as opiniões serão ignoradas.