O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o mercado global de petróleo está bem abastecido, com um aumento no número de navios transitando pelo estreito de Hormuz, que é responsável por 20% da produção mundial de petróleo.
Em entrevista à Fox News, Bessent declarou:
Com o tempo, os Estados Unidos vão retomar o controle do estreito e haverá liberdade de navegação, seja por meio de escoltas norte-americanas ou multinacionais.
A declaração de Bessent ocorreu após o presidente Donald Trump anunciar que o Irã permitiu a passagem de 20 navios-tanque com bandeira do Paquistão pelo estreito, como um "presente
para a Casa Branca. Essa permissão faz parte de negociações que o Irã considera
irrealistas, ilógicas e excessivas."
Trump também endureceu seu discurso contra o Irã, alertando o país sobre as consequências de não abrir o estreito de Hormuz. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que, se um acordo não for alcançado em breve, os Estados Unidos poderiam atacar instalações de energia no Irã.
Na semana anterior, Trump havia anunciado uma pausa nos ataques às instalações de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril. Apesar de afirmar que as negociações estavam progredindo, ele enviou mais tropas para a região, levando o Irã a acusar os EUA de planejar uma invasão.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que Teerã recebeu mensagens de Washington sobre a disposição para negociar, após uma reunião de ministros de Relações Exteriores de países mediadores. No entanto, Baghaei criticou as propostas dos EUA, afirmando que o Irã está sob agressão militar e focado em sua defesa.
Além disso, Baghaei mencionou que o parlamento iraniano está considerando uma possível saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear, um acordo internacional destinado a evitar a proliferação de armas nucleares. Trump citou a prevenção do Irã em obter armas nucleares como uma das justificativas para suas ações.
Em meio a esse cenário, o preço do petróleo subiu, com o contrato de junho do barril Brent alcançando US$ 109,44, uma alta de 3,91%, embora tenha recuado para entre US$ 107 e US$ 108.