O senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, abordou as investigações em curso sobre Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, e o Banco Master. Ele enfatizou que não fará juízos antecipados sobre o caso e que Flávio deve ser investigado como qualquer outro suspeito.
Nogueira declarou que, se Flávio for considerado culpado, ele deve "pagar exemplarmente
. Em entrevista à TV Clube, afiliada da Globo, o senador afirmou:
Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo."
O senador também destacou a necessidade de isenção nas investigações, afirmando que não deve haver proteção a suspeitos.
Neste país, não pode mais haver ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção — disse ele, insistindo na importância de apurações justas.
Ciro Nogueira, que é pré-candidato ao Senado, reafirmou que deixará seu cargo se irregularidades forem comprovadas.
Se for comprovada alguma coisa ilícita que possa manchar a minha honra, eu jamais vou voltar para o meu estado com alguma mácula no meu mandato — afirmou.
As investigações da Polícia Federal, que começaram em 7 de maio, fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Ciro Nogueira foi um dos alvos, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Brasília e no Piauí.
Nogueira foi acusado de ter recebido R$ 18 milhões em propina para defender os interesses do Banco Master. Seu irmão, Raimundo Nogueira, também foi alvo da operação e está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.
Após a operação, Ciro Nogueira se manifestou sobre a colaboração com as investigações e questionou a realização de operações em ano eleitoral. Ele negou as acusações de recebimento de propina, afirmando que são invenções.
Recentemente, o The Intercept Brasil revelou mensagens entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Vorcaro, que indicam negociações de R$ 134 milhões para financiar o filme "Dark Horse". Flávio confirmou as negociações, mas negou ter oferecido vantagens em troca do financiamento.
Flávio Bolsonaro afirmou que o dinheiro envolvido era "privado" e, após a primeira prisão de Vorcaro, disse que se encontrou com ele para encerrar a situação. A defesa de Vorcaro optou por não comentar.